Palavras mudas, ditas na rebeldia do silêncio.
Sem sentido, eu ando e caminho, por entre jardins de espinho e estradas de tortura.
Faço rimar a minha mente com a minha alma.
Ninguém sabe nem ninguém quer saber, a música que me corre no sangue é a mesma que anseio não escrever.
Solto a caneta e deixo-a fluir. E as frases criam-se como desespero contido.
Sou livre, mas não encontro o meu lugar.
Pessoas insignificantes que cantam sorrisos e alegrias.
Mas nessas não coloco esperanças, só estranhas ambições que nem tu, nem eu conseguimos atingir.
A ti, dou-te a prosa, realidade solene.
Para mim deixo a poesia, uma batida escrita, o refúgio dos olhares.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vocábulos Cansados
Um quarto vazio. Uma porta entreaberta.
Uma alma carregada de ligeiras sombras.
O meu corpo ressaca do toque,
singelo e sincero,
que arrebata com todas as dúvidas.
Uma visão apagada,
por entre o fumo dos pensamentos.
Uma palavra esquecida,
uma frase recordada.
Um sublime olhar,
escondido na expressão.
Manhã de liberdade,
vocábulos cansados, desgastados.
Tira o fôlego á minha respiração,
lenta e complicada.
O tempo não passa,
parei na barra cronológica da minha vida.
E lá fora, faz-se silêncio.
O dia ainda não rompeu,
e este vício tira-me o sono.
A palavras parecem gastas.
Depois de muito uso, perdem todo o significado.
Uma alma carregada de ligeiras sombras.
O meu corpo ressaca do toque,
singelo e sincero,
que arrebata com todas as dúvidas.
Uma visão apagada,
por entre o fumo dos pensamentos.
Uma palavra esquecida,
uma frase recordada.
Um sublime olhar,
escondido na expressão.
Manhã de liberdade,
vocábulos cansados, desgastados.
Tira o fôlego á minha respiração,
lenta e complicada.
O tempo não passa,
parei na barra cronológica da minha vida.
E lá fora, faz-se silêncio.
O dia ainda não rompeu,
e este vício tira-me o sono.
A palavras parecem gastas.
Depois de muito uso, perdem todo o significado.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Final(mente)
Eis-me presa á memória escura
dos teus olhos,
das palavras que nunca me disseste
e das recordações que não tive.
O prazer que tenho
em coleccionar contrariedades
ganha todas as batalhas.
Inventa a verdade.
Faz de conta que nunca foste,
finge que nunca irás.
Talvez o tempo
me tenha roubado o talento,
talvez a vida
me tenha apagado o destino.
E vou vivendo,
na constante repetição
do ontem.
Vai, vai-te daqui
silhueta manhosa
que não me deixas existir
sem esperanças e ambições.
Prometes-te mil e um mundos
mas a guerra está perdida, final(mente).
domingo, 5 de setembro de 2010
O talento da escrita
Escureço-me neste mundo, perco-me nos caminhos do insensato, da ousadia.
A inutilidade das palavras revela-se nas conversas trocadas por memórias confusas.
Na música, o talento vive no improviso, na história que já foi vista, vivida e sofrida.
Na vida, o prazer do desconhecido supera qualquer conhecimento prévio.
A partilha de algo maior que o silêncio, cicatriza-me a mente e transforma-me na pessoa que quero ser.
A tez morena do meu rosto espalha-se ao longo da multidão, perfeitamente sozinha, perfeitamente melodiosa.
Reviro a minha existência até perceber que o talento da escrita se esconde no toque, na sensibilidade de cada palavra desabafada.
Espera. Aguarda o momento.
Pelo vocábulo ideal. Pelo texto da minha vida.
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